Há farmácias onde o problema não é falta de competência técnica, é excesso de fricção: rotinas interrompidas, prioridades pouco claras, campanhas que chegam tarde, indicadores que existem “no papel” e equipas que fazem o melhor que conseguem, mas sem um sistema que as ajude a ganhar ritmo.
Os nossos projetos de Consultoria e Coaching pretendem conseguir o pragmatismo e uma abordagem de melhoramentos contínuos que, acumulados, mudam a performance da equipa e a experiência do cliente de forma funcional e orgânica garantindo a sua continuidade ao longo do tempo.
Ao longo destes quase 18 anos de experiência sabemos que, quando se otimizam rotinas com procedimentos claros e tecnologia bem escolhida, liberta-se tempo para o que realmente cria diferenciação: atendimento memorável, empatia, comunicação e serviços de valor acrescentado.
Mas esta otimização e melhoria, para funcionar em pleno terá de “sair do papel”, ser construída com a equipa e adaptar sabendo que não existe um “tamanho único” para cada farmácia, mas um tronco comum de processos e ferramentas que podem e devem ser alinhadas a cada realidade.
Contruir uma rotina operacional à medida
É fundamental existir procedimentos simples, visíveis e repetíveis de forma clara e concisa. Automatizar o que é repetitivo para investir no memorável, mas de forma clean sem complicar com recurso a tabelas, a gestão de tarefas ou a quadros, o que funcionar melhor em cada realidade.
Uma farmácia organizada por dentro transparece no balcão: clareza de funções, onboarding estruturado, espírito de equipa e liderança consistente
O atendimento e experiência do cliente como processo
A excelência não tira férias e não pode depender do “elemento A” estar de serviço ou da “pessoa B” que é especialista. É fundamental investir na equipa, com treinos constantes, dicas de abordagem, sugestões semanais de forma frequente e aplicando sempre escuta ativa, perguntas certas e empatia.
Construir dinâmicas simples
Desde a pequena reunião diária de PDS (ponto de situação) a outras mais formais onde se pode comunicar pequenas situações ou reforçar campanhas ou ações da semana.
Na avaliação de desempenho focar-se em OKR simples e diretos traz mais benefícios que pensar em mil indicadores diferentes. A ideia é sempre criar um objetivo claro e resultados mensuráveis com iniciativas curtas, por exemplo
OKR 1 — Reduzir fricção operacional
KR1: diminuir ruturas em categorias críticas.
KR2: reduzir tempo médio de reposição/arrumação em dias de maior fluxo.
KR3: aumentar cumprimento de procedimentos (checklists simples por exemplo)
OKR 2 — Elevar a experiência do cliente
KR1: melhorar consistência da abordagem (perguntas de diagnóstico + escuta ativa).
KR2: aumentar adesão a serviços (rastreios, acompanhamento, consulta farmacêutica)
KR3: implementar momentos “UAU” realistas (um gesto memorável por dia).
OKR 3 – Potenciar as Categorias na Farmácia
KR1: reduzir ruturas em subcategorias A e B em X%.
KR2: aumentar margem média da categoria em X%
KR3: aumentar conversão “rotina completa” (limpeza + tratamento + SPF) em X%
OKR 4 - Transformar campanhas em tráfego e serviços de forma consistente
KR1: aumentar marcações de serviços em X%.
KR2: aumentar vendas em categorias foco em X% vs. baseline.
KR3: cumprir 90% do calendário (publicações + ação em loja + briefing + micro-treino).
Criar uma cultura win-win
“Win-win” em farmácia não é só bom ambiente. É um “contrato psicológico saudável”: a farmácia cresce, a equipa sente justiça e reconhecimento, e o cliente é mais bem servido. Quando falta isto, cresce o ruído: queixas, resistência a campanhas, desalinhamento, “cada um por si”.
Para tal acontecer é fundamental clareza de regras e de expetativas, um reconhecimento que seja “verdadeiro” e sentido e que seja feito de forma transversal por todos os elementos da equipa, não ter medo de gerir conflitos de forma eficaz.
No fundo, o que pretendemos é mais do que processos isolados no tempo ou frases de melhoria contínua que soam bonitas, mas que depois caem um pouco no esquecimento com a rotina diária. Queremos que estes projetos tenham uma cadência constante, sejam construídos em conjunto com as equipas para ganharem adesão, haja responsabilização e métricas e seja cada elemento a pensar em melhorar continuamente a sua experiência como colaborador contribuindo para potenciar a experiência do cliente.
